quinta-feira, 29 de julho de 2010

♥

As pessoas gostam de causar, seja lá o que for, elas gostam, todos gostamos.
Ninguém é alguma coisa, somos instáveis. Mudamos com o tempo, com as pessoas. Somos volúveis. Quer seja ou não.
Já é raro algo que antigamente era tão 'sofisticado': amor pelo próximo.
Hoje só existe um amor: o amor próprio.
Amplifique seu campo de visão, amplifique seu amor.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Meninos

Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que meninas, sejam elas: chatas, metidas, cruéis, inocentes, são mais maduras que eles, os garotos!
Não é possível, homem só consegue pensar em UMA coisa de CADA vez e isso não é justo. Todas as preocupações ficam pra gente, porque nossas mentes são cheias de fiozinhos interligados e um remete ao outro. Já as dos homens são cheias de caixas. Para cada caixa há alguma coisa, uma caixa para os amigos (meninos), outra caixa para as meninas, outra para a escola, outra para os pais, outra para os irmãos, se são casados são acrescentadas mais DUAS caixas: uma para a mulher e a uma para os filhos. Eles dizem que nós, mulheres, somos complicadas e não nos entendem, nós sabemos o que queremos. A diferença é que somos decididas e decidimos por nós e por todas aqueles que estão ligados aos nossos fiozinhos, outro detalhe: somos indiretas, gostamos de fazer com que ele perceba e se toque o que queremos! Já eles não, são diretos e indecisos, incapazes de decidir por eles, muito menos se preocupar com os outros. Eles não medem as vantagens e as desvantagens como nós, se medem, não chegam à mesma intensidade com que chegamos.
Nós procuramos o equilíbrio. A fórmula eficaz para o resultado objetivo!
Eles procuram a gambiarra, o macete para chegar em um resultado aproximado que, talvez, dê pra arredondar...
Como consequência, os homens acabam não sentindo com a mesma intensidade que sentimos, não relacionam as coisas como relacionamos, eles possuem caixas! Não se preocupam com a gente! Um exemplo:
Um menino está a fim de você. Ele quer te 'pegar'. É isso que ele quer e esse é o objetivo dele, portanto, ele não tem a capacidade de pensar outras coisas ao mesmo tempo, como: 'O que vai acontecer depois?' 'E se ela começar a gostar de mim?' 'E se não der certo? Como ela vai se sentir?'
Ou seja, ele quer te pegar e não consegue se preocupar com você ao mesmo tempo! Não cabe duas coisas dentro de uma caixa só, claro, a caixa chamada: TÔ AFIM
Lembrando que, não estamos falando de um sentimento forte e sincero. Apenas de uma vontade normal. Mesmo que, eu NUNCA vi, nem presenciei uma situação em que meninos sentem realmente algo por alguma menina, além da vontade de pegá-la. Por isso, não se iluda. Tente primeiro criar a caixa 'AMIZADE' na cabeça dele, concerteza não vai ser uma tarefa fácil, muito pelo contrário, analise o contexto: Você vai estar tentando COLOCAR uma caixa que até o momento era INEXISTENTE na cabeça dele! Não é impossível.
Após criada, essa caixa vai começar a se preencher, com tudo que existe em uma amizade verdadeira: carinho, cuidado, proteção, confiança...
Olhe só! Agora você tem DUAS caixas especiais, só pra você: a caixa do 'TÔ AFIM' e a caixa da 'AMIZADE'.
Aí sim. Eis aí uma questão sujestiva!
Mesmo assim, com todos esses desencontros, imcompatibilidade. Vocês são AMIGOS. E amizade ninguém separa. O mínimo que pode acontecer é essa amizade crescer!
Só há uma coisa: nós, inteligentes e maduras, com os fiozinhos interligados e estendidos, não vivemos sem eles! Precisamos deles para nos completar. Pois o que seria do fiozinho preocupação sem eles?
E, com certeza, eles também precisam de nós. Fomos criados para vivermos juntos, compartilhar momentos, risadas... E isso deve prevalecer.

sábado, 17 de julho de 2010

Amigos

Amigos vão e vem, novos e velhos. Todos são amigos, te querem bem e te fazem rir.
Como disse o velho e bom Vinícius de Moraes, "Poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos meus amigos!"
Amigo te tira da realidade, dos seus pensamentos egoístas e inquietos.
Amigo te leva a um lugar além da realidade, das preocupações.
Não há nada melhor que um amigo, que uma risada.
Se você quer ser feliz, não procure remédios, muito menos psicólogos. Procure aquele seu velho e verdadeiro amigo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Do ódio...

Quando não se tem idéias, o mundo vaga.
Tem gente que quando não tem idéias, pensa em como é estranho ter e ao mesmo tempo não ter alguém. Como assim? Ou tem, ou não tem.
Sim, isso é possível.
Nesse momento você está sentado no sofá, vendo TV ou na internet, sozinho. E, com certeza, está sentindo falta daquele alguém. Sim, você está.
Mas sentindo falta do quê se você nunca o teve? É díficil entender, lá fora chove e é ele que você vê e se lembra de todos momentos que passaram juntos... Desde o momento em que se conheceram:
Em um lindo dia de sol, seu pai lhe disse:
- Hoje você deve ir à festa surpresa da sua avó. Os amigos dela querem que pelo menos eu, você e sua irmã vá.
E, você, indignada, respondeu:
- Não pai! Eu não quero. Não conheço ninguém, posso ir mais cedo e dar parabéns pra vó como sempre fiz. Por favor, não quero ir.
- Você vai. Quero que vá. - Disse ele.
E foi assim que tudo começou.
Você chegou lá e se perdeu. Se perdeu entre as pessoas, aqueles rostos estranhos, aqueles sorrisos sinceros que você sentia falta, aqueles olhares... Não ponha no plural! Você se perdeu naquele olhar. Sim, aquele mar...
Tomou-se caminhos diferentes e aquele mar transformou-se em fogo.
Você não suportava aquele olhar, aquela presença, a simples existência, você definitivamente: não suportava.
Se por ventura encontra-lo por aí, sim, ele dirá o mesmo. O ódio foi recíproco.
Tudo tão de repente, como pode haver algo assim?
Claro, o tempo, que é soberano, proporcionou à você que pelo menos conseguisse olhar aquele azul do mar que se transformou em chamas sem se queimar.
Ah... O tempo!
Agora você está aí. Esse bem precioso que é o tempo, transformou esse ódio recíproco no sentimento mais válido possível.
Sim, fala-se de amor.
Será? Mas por quê então agora você pode nadar naquele azul do mar sem se afogar? E ele toma cuidado com todas as ondas para não te machucar?
Sabe-se que está chovendo lá fora e você está aí, a se perguntar:
'Tenho ou não o tenho?'

terça-feira, 13 de julho de 2010

Depósito

Ei, alô além! (Assim diz minha estimada prof. de Geog.)
Não se engane! As pessoas não são contas bancárias, poupanças. Você NÃO DEVE depositar ALGO nelas, muito menos a SUA felicidade. Eis-me aqui. A melhor prova disso.
Sou uma eterna cliente bancária, posso dizer que não tão frequente, na verdade. Tenho meus altos e baixos. Meus dias de lucro e de débito.
Odeio férias.
Por quê?
Porque quase não vejo meus amigos.
Isso é motivo?
Pra mim, é.
Oras, férias vulgo curtição, felicidade, sair da rotina.
Sair da rotina? Não! A rotina me agrada, gosto dela, vivo muito bem com ela.
Procuro sempre motivos pra escrever aqui, esse é um motivo delicado. Minha felicidade está nos outros, não nego. Está nas atitudes alheias, nego menos ainda.
Espero muito das pessoas à minha volta, muitas vezes me surpreendo. Na maioria delas, me decepciono... Por quê?
Porque não se deve esperar tanto assim de alguém. Fiz um acordo comigo mesmo: Ultimamente não espero nada, de ninguém. Assim, não me decepciono e o mínimo que pode acontecer é eu me surpreender, positiva ou negativamente. Tente isso. Não é tão ruim.
Voltando às ferias... Por quê me desanimo e perco o 'ar da minha graça'?
É porque sinto falta da minha rotina... Ela é minha felicidade. Porque nela encontro meus amigos, encontro meu sorriso, encontro meu eu.
Não sei se isso é egoísmo ou excesso de compaixão. Sinceramente, prefiro que seja a segunda opção.
Amar demais e esperar demais não é defeito, mas pode ser, concerteza, um problema... Pois a maioria das pessoas não são como eu, ou você. Elas tem sua felicidade ali, com elas, sem depender de alguém, não esperam nada de ninguém, ao menos de si próprias.
Definitivamente, não sei se prefiro essa felicidade: sem amor incondicional pelo próximo. Sem saudade.
Isso é melodrama! Está chovendo, é o fim do dia e, como de lei, estou patética.
Espera. Vamos voltar ao 2º parágrafo, do qual diz o seguinte:
"Não se engane! As pessoas não são contas bancárias, poupanças. Você NÃO DEVE depositar ALGO nelas, muito menos a SUA felicidade."
Eu mesmo que escrevi isso? Por quê eu sei o que devo fazer, mas não o faço?
Ou melhor, meu 'eu' interior não o faz?
Isso é um exemplo de briga constante com nosso interior. Razão X Coração.
Nunca vai haver uma batalha como essa: impossível de se vencer.
São dois caminhos diferentes.
A razão te leva pro lado leste, e o coração pro lado oeste. (Isso é só uma metáfora, pra mostrar que os caminhos são mesmo diferentes!)
O que você pode fazer? Amenizar.
Não confunda com confortar-se com a situação, isso é completamente diferente. Quando você se acomoda, é sinal de que as coisas não vão bem.
Enfim, a vida te proporciona momentos em que sua felicidade depende de outras pessoas... Mas, por favor, prometa pra mim, que sou uma pessoa que tem esse excesso de compaixão, que você vai guardar um pouquinho de felicidade só pra você, de reserva na sua poupança: seu coração.
Por favor, não gaste-a. Não deposite-a em ninguém. Deixe ela com você, saiba desenvolver esse empreendimento. Seja um sábio contador da sua felicidade.

Por Aline Nóbrega.


...Quando me sinto só, com saudade, triste, quando sinto aquela agonia, como se algo estivesse tentando tirar meu coração de dentro do peito, eu escrevo. Pra mim é a forma mais fácil de depositar meus sentimentos e fazer com que eles parem de me machucar. Na verdade meu principal problema é ser altruísta, depositar minha felicidade nas pessoas, nos meus amigos, eu só me sinto feliz se souber que eles estão bem, só me sinto bem se souber que eles vão estar comigo sempre, se algo bom acontece a eles, eu pulo de alegria, mas, quando alguém me decepciona, eu fico sem chão, sem ar, sem conseguir agir, sem vontade de sorrir, enquanto esse alguém age como se nada tivesse acontecido, como se tudo fosse a mais gostosa alegria, e isso me machuca mais ainda. Se for preciso, eu morro por eles, eu deixo de lado minhas regalias pra consolá-los, eu sempre estou aqui, disposto a fazer de tudo, mesmo sabendo que não vou ter retorno, eu me esforço pra dar o meu melhor, é isso que me faz feliz, é isso que me impulsiona a seguir em frente e acreditar que tudo pode dar certo, que meus sonhos podem se realizar. Quando um amigo viaja, eu fico pensando o dia todo, fico sentindo saudade, e cada segundo essa saudade aumenta, tento me refugiar em mensagens no celular, como se fosse necessário que eles se lembrassem da minha existência na vida deles, isso me acalma, mas não apaga a saudade, a vontade de querer abraçar e estar perto, dizendo a importância deles na minha vida. Pra mim amizade são laços, e eu amo proteger esses laços, eu quero que eles sempre permaneçam assim, sendo um laço que só aumenta e nunca diminui, na verdade, eu nunca vou entender a amizade, ela faz parte da minha vida, e eu não saberia viver sem ela. O que estou sentindo agora, é saudade, saudade de TODOS os meus amigos, os que estão viajando, os que estão morando longe, até mesmo aqueles que moram no meu bairro, eu sinto saudade, sinto vontade de abraçá-los, não quero esperar o amanhã para que eu possa vê-los, eu quero agora, só assim eu me sentiria bem, só assim eu me sentiria realizado, e esse sentimento “saudade”, só faz espremer o coração, e correr lagrimas pelo rosto, e isso é amor, porque quando você ama, você sente falta, você precisa cada dia mais, você busca o melhor pra pessoa amada. Saudade é um sentido pelo qual eu vou ter que aprender a conviver, logo vou ter que “abrir minhas asas e aprender a voar”, como Kelly Clarkson diz na musica, e não vou esquecer nunca daqueles que eu amo, daqueles me fazem feliz a cada dia, cada um tem aquele espaço reservado no meu baú de ouro, chamado coração.
Por Luíz Tondato.

1º

São 1:44 da manhã, talvez a hora já demonstre que não tenho vontade de dormir... Ainda mais agora... Então vou escrever.
É o meu primeiro post.
As pessoas se iludem com o que as outras impõem no meio externo... Gosto muito do que Machado de Assis quis mostrar em um de seus contos 'O Enfermeiro': As pessoas, quando têm culpa, querem, mais do que nunca, aliviar a consciência, como se fosse uma casa abafada, elas precisam abrir as portas e janelas e apagar esse sentimento, elas conhecem sua verdade. Todos nós conhecemos nossa verdade interior, nossos temores, nossas vontades. São nossas verdades. Mas a sociedade impõe uma mentira que nos conforta. Assim, deixamos de lado nossa verdade interior e nos apegamos à verdade exterior. Claro, Machado é muito radical nesse aspecto, ele não acredita no poder do perdão e do arrependimento, acha que isso é uma desculpa para nos livrar da casa abafada.
Escrevi isso na minha prova de sociologia em uma questão que perguntava o motivo pelo qual depois que as pessoas crescem economicamente, se desenvolvem e continua a desigualdade social. A ligação que fiz foi a variabilidade dos sentimentos humanos, dos quais são volúveis e instáveis. Após a nossa vontade e nosso objetivo ser alcançado, esquecemos do que nos ajudou a chegar até onde chegamos, deixamos de dar valor àquele que nos serviu de degrau. É natural do ser humano.
Nós, seres humanos, somos cheios de indecisões e de erros. Nós gostamos de ironia, de provocações. Nós gostamos de viver. Muitos dizem que somos patéticos, não, não somos. Se fôssemos, não estaríamos em uma busca constante pela felicidade própria e para satisfazer a dos outros.
Tem momentos do dia que você está mais sentimental. Quase sempre ao final da tarde, tenho certeza. Seja pelo fim do dia, seja por felicidade de ter feito o que queria ter feito ao dia.
Ficamos assim porque é o fim do dia e quando chega ao fim, aí sim, ficamos patéticos. Porque como todo ser humano, esse é o momento pelo qual temos vontade de fazer tudo com mais intensidade. Chega essa hora e achamos que poderíamos ter feito isso ou aquilo de outro jeito, de um jeito melhor ou até não ter feito algo.
Já são 2:o1, vou dormir.
Sinceramente, não tenho idéia do que escrevi aqui em cima.