Ei, alô além! (Assim diz minha estimada prof. de Geog.)
Não se engane! As pessoas não são contas bancárias, poupanças. Você NÃO DEVE depositar ALGO nelas, muito menos a SUA felicidade. Eis-me aqui. A melhor prova disso.
Sou uma eterna cliente bancária, posso dizer que não tão frequente, na verdade. Tenho meus altos e baixos. Meus dias de lucro e de débito.
Odeio férias.
Por quê?
Porque quase não vejo meus amigos.
Isso é motivo?
Pra mim, é.
Oras, férias vulgo curtição, felicidade, sair da rotina.
Sair da rotina? Não! A rotina me agrada, gosto dela, vivo muito bem com ela.
Procuro sempre motivos pra escrever aqui, esse é um motivo delicado. Minha felicidade está nos outros, não nego. Está nas atitudes alheias, nego menos ainda.
Espero muito das pessoas à minha volta, muitas vezes me surpreendo. Na maioria delas, me decepciono... Por quê?
Porque não se deve esperar tanto assim de alguém. Fiz um acordo comigo mesmo: Ultimamente não espero nada, de ninguém. Assim, não me decepciono e o mínimo que pode acontecer é eu me surpreender, positiva ou negativamente. Tente isso. Não é tão ruim.
Voltando às ferias... Por quê me desanimo e perco o 'ar da minha graça'?
É porque sinto falta da minha rotina... Ela é minha felicidade. Porque nela encontro meus amigos, encontro meu sorriso, encontro meu eu.
Não sei se isso é egoísmo ou excesso de compaixão. Sinceramente, prefiro que seja a segunda opção.
Amar demais e esperar demais não é defeito, mas pode ser, concerteza, um problema... Pois a maioria das pessoas não são como eu, ou você. Elas tem sua felicidade ali, com elas, sem depender de alguém, não esperam nada de ninguém, ao menos de si próprias.
Definitivamente, não sei se prefiro essa felicidade: sem amor incondicional pelo próximo. Sem saudade.
Isso é melodrama! Está chovendo, é o fim do dia e, como de lei, estou patética.
Espera. Vamos voltar ao 2º parágrafo, do qual diz o seguinte:
"Não se engane! As pessoas não são contas bancárias, poupanças. Você NÃO DEVE depositar ALGO nelas, muito menos a SUA felicidade."
Eu mesmo que escrevi isso? Por quê eu sei o que devo fazer, mas não o faço?
Ou melhor, meu 'eu' interior não o faz?
Isso é um exemplo de briga constante com nosso interior. Razão X Coração.
Nunca vai haver uma batalha como essa: impossível de se vencer.
São dois caminhos diferentes.
A razão te leva pro lado leste, e o coração pro lado oeste. (Isso é só uma metáfora, pra mostrar que os caminhos são mesmo diferentes!)
O que você pode fazer? Amenizar.
Não confunda com confortar-se com a situação, isso é completamente diferente. Quando você se acomoda, é sinal de que as coisas não vão bem.
Enfim, a vida te proporciona momentos em que sua felicidade depende de outras pessoas... Mas, por favor, prometa pra mim, que sou uma pessoa que tem esse excesso de compaixão, que você vai guardar um pouquinho de felicidade só pra você, de reserva na sua poupança: seu coração.
Por favor, não gaste-a. Não deposite-a em ninguém. Deixe ela com você, saiba desenvolver esse empreendimento. Seja um sábio contador da sua felicidade.
Por Aline Nóbrega.
...Quando me sinto só, com saudade, triste, quando sinto aquela agonia, como se algo estivesse tentando tirar meu coração de dentro do peito, eu escrevo. Pra mim é a forma mais fácil de depositar meus sentimentos e fazer com que eles parem de me machucar. Na verdade meu principal problema é ser altruísta, depositar minha felicidade nas pessoas, nos meus amigos, eu só me sinto feliz se souber que eles estão bem, só me sinto bem se souber que eles vão estar comigo sempre, se algo bom acontece a eles, eu pulo de alegria, mas, quando alguém me decepciona, eu fico sem chão, sem ar, sem conseguir agir, sem vontade de sorrir, enquanto esse alguém age como se nada tivesse acontecido, como se tudo fosse a mais gostosa alegria, e isso me machuca mais ainda. Se for preciso, eu morro por eles, eu deixo de lado minhas regalias pra consolá-los, eu sempre estou aqui, disposto a fazer de tudo, mesmo sabendo que não vou ter retorno, eu me esforço pra dar o meu melhor, é isso que me faz feliz, é isso que me impulsiona a seguir em frente e acreditar que tudo pode dar certo, que meus sonhos podem se realizar. Quando um amigo viaja, eu fico pensando o dia todo, fico sentindo saudade, e cada segundo essa saudade aumenta, tento me refugiar em mensagens no celular, como se fosse necessário que eles se lembrassem da minha existência na vida deles, isso me acalma, mas não apaga a saudade, a vontade de querer abraçar e estar perto, dizendo a importância deles na minha vida. Pra mim amizade são laços, e eu amo proteger esses laços, eu quero que eles sempre permaneçam assim, sendo um laço que só aumenta e nunca diminui, na verdade, eu nunca vou entender a amizade, ela faz parte da minha vida, e eu não saberia viver sem ela. O que estou sentindo agora, é saudade, saudade de TODOS os meus amigos, os que estão viajando, os que estão morando longe, até mesmo aqueles que moram no meu bairro, eu sinto saudade, sinto vontade de abraçá-los, não quero esperar o amanhã para que eu possa vê-los, eu quero agora, só assim eu me sentiria bem, só assim eu me sentiria realizado, e esse sentimento “saudade”, só faz espremer o coração, e correr lagrimas pelo rosto, e isso é amor, porque quando você ama, você sente falta, você precisa cada dia mais, você busca o melhor pra pessoa amada. Saudade é um sentido pelo qual eu vou ter que aprender a conviver, logo vou ter que “abrir minhas asas e aprender a voar”, como Kelly Clarkson diz na musica, e não vou esquecer nunca daqueles que eu amo, daqueles me fazem feliz a cada dia, cada um tem aquele espaço reservado no meu baú de ouro, chamado coração.
Por Luíz Tondato.